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Adriano Motta, Alvaro Seixas, Felipe Cohen, Gabriela Machado, Manoela Medeiros, Marina Weffort, Thiago Martins de Melo, Wagner Malta Tavares

A Invenção do Dia Claro

29 Novembro 2018 — 12 Janeiro 2019

Cavaleiro de Copas, 2017
Wall, 2018
_MG_4608_2b
_MG_4625_2
Ovo, da série Claraboia, 2018
Primeiro Dia, 2009
Sem título (série Tecidos), 2016
_MG_4643_2
_MG_4622_2(crop)
_MG_4614_2
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Cavaleiro de Copas, 2017

Thiago Martins de Melo

Cavaleiro de Copas, 2017

óleo sobre tela
180 × 130 cm

Sem título (série Tecidos), 2016

Marina Weffort

Sem título (série Tecidos), 2016

tecido e alfinetes
80 x 100 x 3 cm

Europa, 2017

Adriano Motta

Europa, 2017

técnica mista
35 x 35 cm

Wall, 2018

Manoela Medeiros

Wall, 2018

gesso, vidro pigmentado
105 x 50 cm

Ovo, da série Claraboia, 2018

Manoela Medeiros

Ovo, da série Claraboia, 2018

gesso, vidro pigmentado
43 x 30 cm

Primeiro Dia, 2009

Wagner Malta Tavares

Primeiro Dia, 2009

fotografia díptica
130 × 104 cm (cada)

Série Hamptons, 2016

Gabriela Machado

Série Hamptons, 2016

óleo sobre tela
30 x 25 cm

Sem título, 2018

Gabriela Machado

Sem título, 2018

óleo sobre linho
60 x 80 cm

O que será, 2018

Gabriela Machado

O que será, 2018

óleo sobre linho
30 x 37 cm

Sem título, 2018

Gabriela Machado

Sem título, 2018

óleo sobre linho
20 x 30 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

Alvaro Seixas

Desenho sem título (A Invenção do Dia Claro), 2018

caneta permanente sobre papel
31 x 22.5 cm

Sem título, 2018

Felipe Cohen

Sem título, 2018

gesso pigmentado e madeira
50 x 40 x 10 cm

Sem título, 2018

Felipe Cohen

Sem título, 2018

gesso pigmentado e madeira
50 x 40 x 10 cm

Felipe R. Pena

Nós não somos do século d’inventar palavras. As palavras já
foram inventadas. Nós somos do século d’inventar outra vez
as palavras que já foram inventadas.
— Almada Negreiros

 

Bom dia, mãe! Eu acordei querendo refundar o mundo. “Quando chegar o momento …” manhã cedo no volume máximo. “Esse grito contido, este samba…” tentando incomodar os vizinhos (eu imagino você cantando também – como sempre uma fração de segundo atrasada). Os tempos desses versos passaram mas hoje parece que a mesma escuridão se reinventa. Eu não sei.

Ando com a cabeça turva e tento entender que outra coisa o amanhã vai ser. Os últimos meses foram tão nebulosos. E os mais bonitos também. Por meia década você desencontrou uma neta e agora é pelos próximos anos dela que mais me preocupo.

A ideia começa a partir de um livro que eu mal sei explicar sobre o que é. ‘A invenção do dia claro’ (1921), escrito pelo português Almada Negreiros e lançado dentro do curto período pós Monarquia e pré Ditadura Militar no país lusitano. É pontuado por citações de pintores e filósofos e quando tento descrever para amigos chamo de algo como um ensaio íntimo sobre a auto-iniciação poética. Talvez uma descrição tão vaga quanto o livro é amplo.

Falar sobre perspectivas, esperanças, clarezas. As horas mais opacas são as melhores para ser mais transparente. Surgiu então a vontade de reunir objetos que fossem paisagens, que fossem solares ou transluzentes, que aludissem simbolicamente ao paralelo entre luz e razão. Ontem eu li que horizonte é outra palavra usada pra futuro. Achei importante anotar isso aqui de algum modo.

Era bem cedo mas os vizinhos não protestaram. “Vendo o céu clarear de repente” eu abaixei o som e continuei aflito. Como explicar a volta de um tempo negro, de uma temperatura sufocante. A noite pode ser mais longa do que previmos. Durante ela, a gente respira fundo, imagina um Sol e aos poucos cria um outro dia.

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